Na sessão desta quinta-feira, 26, a
secretária de Saúde, Clarita de Souza, participou da sessão para falar
sobre a Influenza H1N1 – conhecida como Gripe A. Ela destacou que o
vírus permanece vivo por até oito horas em superfícies como mesas e
maçanetas – por isso, a importância de se lavar as mãos com frequência.
Clarita explicou que a
Gripe A, que chegou ao Rio Grande do Sul em 2009, é uma doença
infecciosa aguda de transmissão respiratória e elevada
transmissibilidade. Ocorre anualmente, geralmente nos meses mais
frios. A incubação leva de dois a sete dias. A transmissão, em
adultos, começa um dia antes e segue até o sétimo dia após o
início dos sintomas. Nas crianças, de um dia antes até o décimo
dia após o início dos sintomas.
O vírus sobrevive de
duas a oito horas fora do corpo em superfícies como mesas e
maçanetas. Por isso, é importante lavar as mãos com frequência. É
preciso também procurar o médico quando surgirem sintomas como
febre alta, tosse e dor de garganta. Clarita frisou que gripe e
resfriado são doenças diferentes – sendo que a segunda tem
sintomas mais leves. “A pessoa com gripe tem febre alta, prostração
geral e dor muscular intensa.”
Quando uma pessoa
apresentar sintomas da Gripe A, não pode fazer uso de medicação
sem passar por avaliação médica. Também deve lavar as mãos
sempre que tiver contato com boca e nariz, usar lenço descartável
ao tossir e espirrar, não compartilhar objetos pessoais como
talheres, abrir janelas, evitar sair de casa, alimentar-se bem e
tomar bastante líquidos. O Tamiflu só pode ser receitado por um
médico, e está disponível na rede de saúde pública e privada do
Município. “Não é usado como prevenção”, salientou.
A secretária afirmou
que, quando uma pessoa apresentar dificuldade para respirar, pressão
abaixo do normal, confusão mental e lábios roxos, deve ser levada
imediatamente a um hospital. Em caso de crianças, desidratação e
falta de apetite também são sintomas preocupantes. “O exame é
realizado em pacientes com sintomas graves”, esclareceu.
Para se evitar o
contágio, deve-se evitar aglomerados e contato direto com pessoas
infectadas, manter ambientes bem ventilados, lavar as mãos, utilizar
álcool ou hipoclorito na limpeza de objetos de uso comunitário,
abrigar-se corretamente, ingerir líquidos e alimentar-se bem.
Clarita chamou a
atenção para a situação de Novo Hamburgo: mais de 52 mil pessoas
foram imunizadas; mais de 80% das pessoas acima de 60 anos receberam
a vacina; os hospitais Regina, Municipal e da Unimed, a UPA Canudos e
a UPA do Centro, entre outros locais, contam com Tamiflu; três casos
testados foram positivos e há 18 aguardando resultados. Até o
momento, ninguém faleceu na cidade devido a essa doença.
A secretária, em
seguida, respondeu a diversas dúvidas dos vereadores – entre elas,
se existe o plano de ampliar a imunização. De acordo com Clarita, a
vacinação, além de seguir diretrizes da Organização Mundial da
Saúde, deve considerar o número de doses disponíveis.
FONTE:
http://portal.camaranh.rs.gov.br/